Saúde do Intestino: O que é Microbiota Intestinal?

A microbiota intestinal refere-se à diversidade de micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal (GOMES e MAYNARD, 2020). Os micro-organismos exercem funções essenciais na saúde do hospedeiro, possui interligação com o sistema imunológico e, dependendo da constituição da microbiota, pode auxiliar protegendo o organismo ou aumentando a probabilidade do desenvolvimento de enfermidades (PESENTI et al., 2019; COSTA e PEREIRA, 2021).

Na disbiose ocorre uma modificação da microbiota intestinal, na qual, as bactérias patogênicas se sobressaem sobre as bactérias benéficas com aumento da formação de toxinas que são absorvidas pelo intestino (VIEIRA e CASTRO, 2021).  Em contrapartida, quando há um equilíbrio entre micro-organismos benéficos e patogênicos, caracteriza-se um estado de simbiose (CASTRO et all, 2021).

Alguns dos aspectos que podem estar relacionados à disbiose intestinal são: uso de indiscriminado de antibiótico e anti-inflamatórios, abuso de laxantes, alimentação, grande exposição a toxinas ambientais, estresse, idade (ALMEIDA et all, 2009).

A dieta é considerada como um dos principais fatores em que é capaz de modular a microbiota intestinal. As Escolhas alimentares inadequadas, caracterizadas pelo alto consumo de industrializados, elevada ingestão de proteína animal, gordura saturada, açúcar, sal podem favorecer o aumento de bactérias patogênicas em relação as bactérias benéficas, resultando no estado de disbiose intestinal (RAMOS et all, 2020; RINNINELLA et al, 2019).

Uma alimentação rica em fibras, vitaminas antioxidantes, minerais e fitoquímicos pode ser exemplificada pelo padrão dietético mediterrâneo. Alguns dos aspectos que o caracterizam são: consumo de grãos integrais variados, leguminosas, vegetais, frutas, azeite de oliva extravirgem, consumo de peixes, carne vermelha ingerida com frequência muito baixa. Tais padrões dietéticos favorecem a modificações benéficas na microbiota intestinal e na saúde do indivíduo (TOSTI et all, 2018). 

Contudo, uma alimentação saudável é um dos pontos relevantes para qualidade de vida, bem-estar e favorecimento da microbiota intestinal.

Referências

1-         GOMES, Patrícia Carneiro; MAYNARD, Dayanne da Costa. Relação entre o hábito alimentar, consumo de probiótico e prebiótico no perfil da microbiota intestinal: Revisão integrativa. Research, Society and Development, v.9, n.8, p. 1-17, 2020.

2-         COSTA, Katarina Fernandes; PEREIRA, Sueli Essado. MODULAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL NA OBESIDADE: O ESTADO DA ARTE. Pontifícia Universidade Católica de Goiás, 2021.

3-         PESENTI, Morgana do Canto; MAGENIS, Marina Lummertz; MACAN, Tamires Pavei. Modulação da microbiota intestinal no tratamento de doenças neurológicas. Revista Inova Saúde, v.9, n.2, dez.2019.

4-         VIEIRA, Giulia Causin; CASTRO, Fabiola Fernandes dos Santos. Aspectos fisiopatológicos da disbiose intestinal em estudantes de uma instituição de ensino privada do Distrito Federal. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v.13, n.1, 2021.

5-         CASTRO, Larissa Roque Monteiro de et al. O impacto da disbiose na progressão do câncer de mama. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v.13, n.3, 2021.

6-         ALMEIDA, Luciana Barros et al. Disbiose intestinal. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, v.24, n.1, p. 58-65, 2009. Disponível em: https://www.portaldenutricao.com/wp-content/uploads/2019/12/artigo-de-revisao.

7-         RAMOS, Elissandra de Carvalho et al. Efeitos da Disbiose e Suplementação de Probióticos na Ansiedade. Saúde Em Foco: Temas Contemporâneos, v.3, 2020. https://downloads.editoracientifica.org/articles/201001605.pdf.

8-         RINNINELLA, Emanuele et al. Food Components and Dietary Habits: Keys for a Healthy Gut Microbiota Composition. Nutrients, v.11, p.1-23, 2019.

9-         TOSTI, Valeria; BERTOZZI, Beatrice; FONTANA, Luigi. Health Benefits of the Mediterranean Diet: Metabolic and Molecular Mechanisms. Journals of Gerontology: BIOLOGICAL SCIENCES, v. 73, n.3, p. 318-326, 2018.

Fernanda Correia

Nutricionista graduada pela Universidade Tiradentes (2017). Sua afinidade com a área de nutrição clínica vem sendo cultivada desde a época da graduação, onde foi corresponsável pela criação da Liga Acadêmica de Nutrição Clínica (LANUCLIN-UNIT), grupo de estudos voltado para a atualização e discussão de conhecimentos. Fez parte do corpo clínico do Ambulatório de Nutrição do Hospital Universitário da UFS, como voluntária, onde acompanhava a evolução dos pacientes após o procedimento de Cirurgia Bariátrica. Além da Nutrição Clínica, também atua na área de nutrição e empreendedorismo sendo sócia fundadora da Elementar, que tem atuação voltada para o controle de qualidade e processos estratégicos dos serviços de alimentação. Público Alvo e Nichos: - Adultos - Qualidade de vida - Reeducação Alimentar - Emagrecimento - Nutrição associada à estética

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